terça-feira, 4 de agosto de 2015

Filosofamus: O Bom, o Mal e o Maneiro - Parte I: Como você consegue ?

Ao entrar no mundo virtual dos vídeo games sempre estamos na pele de um protagonista, ou conjunto de personagens. Um dos fatores fundamentas, para o bom desenrolar da trama, é a relação que se estabelece entre jogador e protagonista. Algo que pode ser bem conhecido para uns, e inconsciente para outros, é os variados tipos de protagonistas. Nesse textos vamos descobri porque nos envolvemos com esses brutos, digo, porque carambas amamos nossos protagonistas favoritos.
Quando estamos na pele de um soldado enraivecido, um encanador chegado em um cogumelo, um rato azul extremo de rápido, ou um semi deus completamente babaca, estabelecemos relações com esse personagem, algo que pode ser compreendido melhor como um vinculo. Esse vinculo é estabelecido mediante ao desenvolver da trama. Geralmente isso está intimamente ligado a nossas próprias escolhas morais ou até mesmo vontades, desejos e idealizações.







Abordando como exemplo o seguinte: nós tomamos como modelos aquilo que nos conecta mais, sempre de acordo com a história de relações desenvolvidas com o que nos cerca. Uma pessoa com interesse politico de Direita irá se vincular a canais de Youtube, paginas de Facebook, jornais, que sustenta seu sistema de crenças, da mesma forma que uma pessoa de Esquerda fará. Do mesmo jeito que aplaudimos quem ajuda os mais frágeis, ou os mais carentes, mesmo não praticando tais ações. Concluindo, podemos nos relacionar com aspectos que vão ao encontro de nossas ações, ou desenvolver afinidade por ações de outros que são semelhantes ao nosso sistema de crenças.

Nos games não acontece diferente quando nos relacionamos com nossos personagens. Tanto em jogos como Fallout, Dragon Age, Mass Efection, que te permitem um número limitado de escolhas. Quanto jogos como Assassin's Creed, The Order 1886, Call of Duty, Halo; jogos que já possuem o enredo delimitado e nunca será diferente.

Quando o jogo não nos permite uma escolha ele vai recorrer algo que chamamos de senso comum. As pessoas de um modo geral veem como referência esse termo como algo pejorativo, mas não se atenha a isso. Senso comum é a capacidade de interpretação comum a todas as pessoas. Esse domínio comum de interpretação fica evidente em nossas leis, como : matar, roubar, enganar, mentir; são ações, que de forma absoluta, são ruins. Ou também em construção de argumentos falaciosos que apelam para o senso comum lógico para se beneficiar no debate. Conceitos um pouco complexos então não vamos nos manter no aprofundamento do senso comum. Entendam somente o seguinte, todos nós possuímos uma maneira comum de relacionar eventos. Todos os jogos citados acima, de enredo fixo, usam dessas mesmas condições absolutas, de forma que mesmo que nossa personalidade não esteja compatível com a do protagonista ela é almeja. Como a força de vontade do Ezio, a perseveram do Grayson e senso de justiça do Master Chief. Mesmo nem de longe possuindo ou praticando a ações desses cavaleiros brancos somos inclinados a amá-los.



Esses são os cavaleiros brancos, a luz da manha, a honra personificada. Mas e se gostamos mais dos vilões, somos psicopatas? Semana que vem, na parte II, vamos entrar nos vilões que marcaram as pessoas, tentando compreender porque carambas eles são mais fodas que os heróis, e também entender o que faz um vilão e um herói.

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