terça-feira, 28 de abril de 2015

Burning Fingers : Bloodborne - Parte 1

Chegouuuu!! Após tantos dias de espera, finalmente teremos um jogo DIGNO de estar presente aqui conosco. Não só digno como grande pra caramba, então pra os amantes da saga Souls esse post será divido em 2 partes, a de hoje só com o review, e na proxima terça só com a história. Sem mais desculpas vamos afundar em ódio e horror nessa serie que já quebrou muita tv pelo mundo afora.




Bloodborne é mais um jogo da chama franquia Souls, onde ele compartilha lugar com outros jogos como: Demon's Souls, Dark Souls e Dark Souls II; essa franquia é uma produção da From Software que ficou mundialmente conhecida pela dificuldade agressiva de seus jogos AAA ( jogos de alto orçamento ). Lançado no dia 24 de março de 2015, exclusivo para PS4, o game é o primeiro a chegar unicamente para a nova geração. A mecânica aqui é muito parecida com os outros jogos da séries Souls, para não dizer que é idêntico. Pequenas modificações foram feitas, mas que melhoraram e muito, na minha humilde opinião, a ação do jogo. Então para quem não conhece nada da series Souls, da uma voltinha no site e acha o post que ja fizemos sobre Dark Souls, só para ter uma ideia. A palavra que eu quero que todos lembrem constantemente, enquanto lerem esse post, é: CICLOS.



Temos aqui um dinâmico modo de luta chamada Action RPG, onde você possui livre movimentação durante a luta e a exploração. O conceito de RPG nos games não é novidade para ninguém, seria a capacidade de subir de leveis, e possuir determinados atributos que possibilitam variar as formas de criar um personagem. Nesse aspecto houve uma pequena mudança, na qual você terá menor variedade de atributos para escolher. Isso é para simplificar um pouco, onde os jogadores se preocuparão menos com as builds (esquemas de construção de personagens) e mais com resolver a porrada. 




A dificuldade da séries Souls está no aprendizado. Cada inimigo possui seus combos e seu modo de lutar, sair atacando tudo e todos é o melhor jeito de conseguir uma morte rápida. Devesse sempre esperar o ataque dos personagens, aprender seu modo de luta, esperar o momento certo e concluir a luta. Aqui fica claro o CICLO de aprendizagem: morrer, aprender, voltar. Ao morrer o jogador deve ficar mais atento, pois sua experiência, no jogo chamado de Ecos de Sangue, não fica preso a você. Caso você morra toda experiência não gasta irá ficar no chão, e morrer novamente fará seus Ecos de Sangue desaparecerem. É precisamente aqui que mora o perigo, porque morrer irá acontecer, fato, mas quando você perde 50.000 Ecos de Sangue, simplesmente porque você não viu a armadilha da floresta, que já tinha te matado, é de amagar o coração.

Os chefes também não ficam para trás no quesito aumento de pressão arterial. Todo chefe tem seu combo e suas fraquezas, mas também adoram cheiro de bumbum novo. Quando você ver o tamanho dos ignorantes, quanto de vida e defesa eles tem, acredito que lagrimas brotarão instantaneamente.  















Nesse aspecto a única inovação é a possibilidade de alguém pegar seus Ecos de Sangue no chão. Caso você morresse em uma parte com inimigos bem fortes, em qualquer jogo da série Souls, era só passar correndo, pegar as almas e desaparecer da lá. Agora não mais, porque caso um inimigo pegue seus Ecos de Sangue ele ficará com os olhos brilhantes e roxo. Para recuperar sua XP só matando o peçonhento. 

Para descer a mão na moçada você conta com duas armas: as armas de fogo, na mão esquerda, e as armas brancas, na mão direita. O escudo não existe mais, sendo um item de enfeite em seu inventário. Agora, para se defender, o jogador deve usar suas armas de fogo para contra ataca. Geralmente elas não irão tirar muito dano, sua função é prioritariamente quebrar o golpe, combo, dos inimigos, abrindo espaço para você atacar com a arma branca. Toda arma branca possui uma "transformação", ela se modifica, se altera. Isso muda basicamente o estilo da arma, seja em aumentar o dano e deixá-la lenta, ou aumentar o alcance e diminuir o dano,  ou deixá-la mais rápida e diminuir o dano; existem inúmeras armas e inúmeras transformações.







Aqui é hora de tirarmos um paragrafo para falar da ambientação. Filho de uma mulher que vende seus dotes femininos por remuneração, que ambientação linda. O jogo se passa em uma cidade estilo Inglaterra vitoriana (séc XIX),chamada Yharnam, com grandes edifícios de arquitetura gótica, torres pontudas e ruas estreitas. A cidade está completamente caótica, ficando claro isso durante toda a sua exploração: carruagens viradas na ruas, barricadas em chamas, casas quebradas; tudo demonstra perfeitamente a decadência de um império, que um dia foi a cidade.






A trilha sonora contribui e está bem mais presentes que os outros jogos da série. Sempre uma orquestra fúnebre, com tom sombrio, transmite a sensação de desolação e temor ao jogador. Momentos de silencia também deixarão sua pele gelada e seu coração aflito

A história de Bloodborne segue a mesma pegada da seus antepassados não sendo contada de forma linear e bunitinha, como a maioria dos jogos. Para entender tudo que está acontecendo com o jogo você precisa conversar com os personagens no lugar certo e na hora certa, ler todas as descrições dos itens e dos troféus que você adquirir, interpretar boa parte do que é dito e mostrado; ou seja é muito difícil saber tudo oque está acontecendo. Essa parte ficará para semana que vem, mas para vocês que interessaram e não querem ficar perdido o game começa da seguinte maneira: Você é um estrangeiro que chegou a Yharnam em busca de cura para seu sofrimento . A cidade, que outrora era conhecida por seus remédios de sangue milagrosos, encontrasse em estado caótico e decadente. Após receber o sangue de Yharnam, como mostrado na primeira cena em CG, você acorda na clínica, onde estava, com um pequeno bilhente dizendo : procure o sangue pálido para transceder a caçada. E é isso, bola pra frente e o jogo começou.




Ciclos é o conceito principal desse game. Todo o jogo é criado de forma a te fazer entender que TUDO está conectado, tudo é um ciclo que se repete, mais uma vez, e mais uma vez. Existe o ciclo de aprendizagem para o combate, a história é feita em ciclos, o próprio ambiente será explorado de forma cíclica; você avança e retorna ao ponto de partida. Tudo está conectado e isso será ainda mais aprofundado durante a história. Ninguem, absolutamente ninguem pode deixar de jogar essa obra prima


Nota : 5,0 Marcas do Caçador. Magnum opus


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