segunda-feira, 18 de maio de 2015

To Be Continued... A Segunda Geração.

Saudações. Dando continuidade à nossa viagem, tratarei hoje de falar um pouco da segunda geração de consoles. Foi nesta geração que minha vida social acabou, antes mesmo de começar... Então se eu for um pouquinho emotivo em meus comentários, por favor ignorem...


Joystick do Atari... Simples mas eficiente o suficiente para garantir a diversão na época...


Segunda Geração (1976 - 1984):

O evento que marca o início desta geração é o lançamento do Fairchild Channel F, da Fairchild. É um videogame pouco conhecido mas de extrema importância para todos nós gamers... O Channel F foi o primeiro videogame totalmente programável, ou seja, os jogos não vinham apenas na memória como os videogames que existiam até então, mas também na forma de cartuchos (apesar do console ter sido lançado com Pong e Hockey na memória). Essa novidade fez com do Fairchild um sucesso de vendas, além de desencadear a primeira crise no mercado de videogames, que culminou no fim da primeira geração. Entretanto, ele também motivou as empresas sobreviventes da geração anterior (Como a Magnavox, Atari e a Nintendo) a aprimorarem seus consoles, além de incentivar novas empresas a entrarem neste mercado (Sega por exemplo). Por isso mesmo seu sucesso durou pouco, apenas um ano aproximadamente. Seu jogos eram bem simples e agradou bastante as crianças. Entretanto com a chegada dos novos videogames da segunda geração, mais avançados e com jogos mais complexos, acabou ficando esquecido.



Um verdadeiro avanço tecnológico:
Microprocessador: 1,79 MHz
RAM: 64 bytes
VRAM: 2kb,
Resolução: 128x24, 4 cores por linha










Ao todo foram lançados 26 cartuchos com variações de jogos de arcade (Space Invaders), jogos de esportes (Hockey e Tênis), jogos de carta e tabuleiro (Jogo da velha, gamão) entre outros.

Como era o único que possuía cartuchos à venda no mercado, os mesmos vinham numerados, para não confundir o consumidor.





Imaginem uma época, onde se gastava uma quantia considerável para comprar um cartucho apenas para jogar o jogo da velha na televisão, e ainda achar isso o máximo!!!










Um destes novos consoles, e um dos principais responsáveis pelo "boom" dos games da segunda geração foi o Atari 2600 (Meu primeiro videogame... :'( saudades... ). Desenvolvido por Jay Miner e lançado oficialmente em 1977, o Atari 2600 começou a ser produzido em 1975, quando a Atari comprou uma empresa de engenharia, a Cyan Engineering, para desenvolver um videogame de nova geração. O protótipo inicial foi chamado de Stella. Quando o Faichild foi lançado, em 76, o Atari ainda não estava pronto, e para conseguir verba para acelerar e concluir a produção, Nolan Bushnel, dono e fundador da Atari, vendeu a Empresa para a Warner Communications neste mesmo ano. No ano seguinte, em 1977, o Atari 2600 foi lançado com o nome de Video Computer System (VCS) para competir diretamente com o Channel F (Chamado de Video Entertainment System - VES). O Atari 2600 Rapidamente se tornou popular e fez com q que a Faichild abandonasse o mercado, acreditando que o mercado de games fosse uma moda passageira (HUAHUAHUA deu mole Fairchild...).
Durante sua longa vida de 14 anos (foi oficialmente descontinuado somente em 1991) O Atari 2600 produziu mais de 40 milhões de unidades e possui em sua lista de jogos mais de 900 títulos, entre eles Pac Man, Enduro, River Raide, Pitfall, Asteroids entre outros.


 Atari 2600, só quem teve sabe o verdadeiro valor dele... 



Enduro - o pai dos jogos de corrida (tá mais pra tetravô, mas blz...).
Forza? Gran Turismo? Pfff... Isso aí sim era corrida de verdade...












Pac-Man - o jogo de maior venda do console com mais de 7 milhões de cópias vendidas!













Pitfall... Sempre que leio este nome, ou vejo uma imagem do jogo, eu escuto o som da morte, que parece uma rizada debochada metálica, trêmula e distorcida... quem se lembra vai concordar....








Durante essa Geração a Nintendo lançou seu primeiro videogame portátil o Game & Watch. Segundo reza a lenda, em 1977 Gunpei Yokoi, ao presenciar um senhor entediado e se distraindo com uma simples calculadora, teve a ideia de desenvolver um relógio que também fosse um videogame para matar o tempo. E assim surgiu o Game & Watch, após quase três anos de desenvolvimento. Eram pequenos aparelhos que além de funcionarem como relógio (e alguns como despertador), também continham uma pequena tela de LCD e um jogo programado em sua memória. Cada aparelho possuía apenas um jogo, e entre os mais famosos, Donkey Kong, Mario Bross, Zelda e Mickey Mouse. O Game & Watch foi lançado em 1980 e descontinuado em 1991. Durante esses 11 anos foram produzidos 47 jogos através de 9 séries: Silver, Gold, Multi Screen, Tabletop, Panorama, New Wide Screen, Super Color, Micro Vs. System e Crystal Screen. Como os nomes sugerem, cada série possuía características físicas e tecnologias diferentes.



Primeiro Game & Watch lançado: com o jogo Ball. O objetivo era fazer malabarismo com bolinhas controlando os braços do personagem central através dos dois botões laterais.

 
 Zelda... Nesta série, Multi Screen, o Game & Watch já possuía o controle direcional em cruz que definiu o padrão dos consoles posteriores e também duas telas, 
que inspirou o design do Nintendo DS.


Se falei da Nintendo, não posso deixar de falar da SEGA (SEGA Rules!!), principalmente pelo fato de que foi nesta geração que a empresa nipônica entrou na disputa pelo mercado de games e lançou seu primeiro console: o SG-1000. O Sega Game 1000, foi lançado em 15 de julho 1983, no mesmo dia de lançamento do NES/Famicom (Nintendinho), já no final da Segunda Geração. O Console não vendeu bem, devido a fatores como o lançamento do Nintendinho com um hardware superior, a grande quantidade de consoles existentes no mercado e a segunda crise no mercado de games nos EUA, o Crash de 1983 (abordarei o assunto à seguir). Mesmo com o fracasso de vendas, a Sega reformulou o SG-1000 e lançou no ano seguinte o SG-1000 II, com mais recursos e um teclado acessório que transformava o console em uma espécie de computador doméstico. Mesmo com as melhorias, o SG-1000 II também não obteve sucesso. Foi então que em 1985 a Sega reformulou o SG-1000 II e lançou o Sega Mark III, com um hardware parecido com o antecessor porém com maior memória RAM e gráficos melhorados. O Mark III veio para competir com o NES/Famicom e posteriormente foi redesenhado para ser lançado através de outros países como o Master System (Entretanto o Mark II/ Master System já é um console da Terceira Geração, e falarei sobre ela semana que vem).

 
 Os Antecessores do Master System: SG-1000 e SG-1000 II

  
Caixa do jogo mais vendido para o SG-1000: Flick

Além desses consoles, vários outros, de diversas empresas também participaram da formação da Segunda Geração de games. Duas empresas sobreviventes da Primeira Geração continuaram no mercado. 
Uma delas, a Coleco, lançou em 1982 o ColecoVision, uma espécie de "clone" do Atari 2600, que inclusive rodava jogos do mesmo. Porém não alcançou muito sucesso em suas vendas.
Outra empresa sobrevivente foi a Magnavox/Philips (As duas empresas se uniram em 1974, sob liderança da Philips). Lançaram, em 1978 o Magnavox Odyssey 2. Essa evolução do primeiro console doméstico também foi lançado em outros países pela Philips. Apesar de ter alcançado um sucesso relativo, sendo o 3o console de maior sucesso desta geração. Porém não chegou a competir com o Atari 2600, o campeão de vendas. 


ColecoVision: 
Lançado em 82 e descontinuado em 84. Em sua curta vida útil lançou 170 títulos, sendo Donkey Kong o de maior sucesso.



Magnavox/Philips Odyssey 2:
Foi lançado também no Brasil pela Philips, porém apenas como Odyssey já que seu antecessor não foi vendido por aqui.
Ficou no mercado entre 1978 e 1984.

Outro consoles fizeram parte da "família" da Segunda Geração, entre eles o Intellivision da Mattel, o Bally Astrocade da Midway, CreatiVision da Vtech, Vectrex da Entex, RCA Studio da RCA entre vários outros. Cada um desses consoles possuía seu próprio repertório de jogos, criados pela própria produtora ou por desenvolvedores third-party. 

Isso fez co que o mercado ficasse inundado de jogos, muitos deles de baixíssima qualidade, sem contar que a maioria dos fabricantes já anunciavam novos consoles melhorados para uma nova geração. Isso fez com que os consoles ficassem descredibilizados e os consumidores saturados. Além disso, desde 1977 já estavam disponíveis os microcomputadores, que se tornaram concorrentes diretos dos consoles pelo mercado de games.
Investimentos ruins também ocorreram neste período, os dois casos mais famosos pertencem à Atari: O primeiro deles foi Pac Man, uma tentativa frustrada e apressada de transferir o sucesso dos fliperamas para os consoles caseiros, apesar de ter sido o jogo com maior número de vendas do Atari 2600, não alcançou nem metade de sua produção, resultando em perdas milionárias. O outro, mais conhecido, foi o port do filme E.T, o Extraterrestre. O game teve um custo altíssimo devido à licença do filme mas foi lançado após apenas seis semanas de produção numa tentativa de recuperar rápido o dinheiro investido e de alcançar a temporada de Natal. Como resultado surgiu um jogo mal feito, sem uma lógica clara e que é considerado por muitos o pior jogo da história. Para esvaziar as prateleiras de seus estoques, os cartuchos não vendidos tiveram que ser enterrados em um terreno no Novo México. Apenas no ano passado o local foi revisitado, tendo sido desenterradas algumas milhares de cópias apenas.
Todos estes fatores, unidos à inflação americana do período resultou no Crash de 83 um grande recesso da indústria de games que durou entre 1983 e 1985 e resultou na falência de várias empresas e no fim da Segunda Geração de consoles.

Saturação de jogos de baixa qualidade, investimentos ruins, inflação,
competição com microcomputadores são alguns dos fatores que levaram ao Crash de 83.

E hoje fico por aqui. Semana que vem Terceira Geração: Nintendinho x Master System! Os mais famosos da geração mas não os únicos... Você conhece os outros consoles que concorreram com estes dois gigantes da Indústria dos Games?

Até lá.

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