sexta-feira, 18 de junho de 2010

Vanquish sai em outubro. Primeiras Impressões.

Sega revelou a data de lançamento para Vanquish, o próximo jogo da Platinum Games.
Tinha-se conhecimento que o jogo iria ser lançado no final do ano, mas agora sabemos que será em Outubro.
As expectativas são elevadas para o jogo devido aos nomes que estão envolvidos no projecto, como Shinji Mikami e Atsushi Inaba.

Depois do genial Bayonetta, a Platinum Games traz-nos um dos jogos mais esperados dentro do portfólio da SEGA. Vanquish é a mais recente obra dos estúdios japoneses, e promete elevar a franquia dos jogos de ação em terceira pessoa a níveis extremamente altos. Já tive a oportunidade de jogar, bem como o privilégio de entrevistar Atsushi Inaba, produtor do jogo.

A confiança de Atsushi Inaba em Vanquish é tal, que a cada pergunta mais melindrosa, ou até invasiva contra a forma de concepção do jogo, é logo remetida para, "Queremos que Vanquish seja desta forma, e não um jogo banal".

A confiança demonstra acima de tudo a consciência do produto que têm em mãos. Vanquish é um jogo fantástico, com um design e estilo únicos que nos fazem nunca mais querer largar o controle.

O jogo retrata uma guerra futura entre Rússia e EUA, onde em busca por fontes de energia os EUA criam uma estação espacial para recolher a energia do solar. Mas como as coisas nunca correm bem, os russos capturam esta mesma estação e atacam os EUA, mais precisamente São Francisco, resultando na morte de meio milhão de pessoas. A ação ocorre na colônia de Providence onde Sam Gideo foi enviado, após ter criado um traje chamado de ARS (Augmented Reaction Suit), que tem diversas características, sendo as principais sua composição, que é de nano fibras de carbono, resistentes como aço e leve como o ar.
'Vanquish' Screenshot 1

Atsushi Inaba tem um orgulho enorme na sua obra.

O fato é que essa roupa permitirá a Sam se tornar muito mais que um engenheiro. Uma das maiores funcionalidades é a de poder adquirir qualquer tipo de arma, bastando efetuar um scanner nas mesmas. Aqui não existem armas nas costas, ao bom estilo Rambo. Em Vanquish as armas são dinâmicas, e se transformam em tempo real. Temos ao nosso dispor quatro slots, para as granadas, caçadeiras, sniper, e as automáticas. O efeito de troca de arma é fantástico, pois, a arma que temos se recolhe num efeito tecnológico brilhante, e a que queremos transforma-se à nossa frente.

Isto num ambiente super fluído e cheio de ação. A armadura, traje, roupa chame como quiser, também permite que deslizemos efetuando um boost, bem como parar o tempo num bonito efeito Bullet Time. Este último apenas acontece quando estamos prestes a morrer, sendo que a passagem de tempo diminui automaticamente para nos permitir ter tempo de fuga ou de destruir o inimigo que está causando o dano.

Embora ainda falte algum tempo de produção, o jogo se encontra num estado incrível. Durante a apresentação nos foi dado um vislumbre de duas fases, uma inicial que mais tarde pude jogar, e uma ainda não revelada numa batalha em um comboio em movimento. Sobre a primeira falarei mais à frente, pois foi a que pudemos jogar. A fase do comboio coloca Sam Gideo, um engenheiro que esteve envolvido na construção da roupa, que ja é ja marca do jogo, dentro da ação. Uma pessoa normal, que se vê envolvida num acontecimento de escala mundial.

Nesta fase temos que fazer frente a imensas naves, que tentam impedir que cheguemos ao nosso destino. A ação é muito frenética, sem tempo para descanso. Aliás, de acordo com Inaba, o jogo estará sempre em constante ação, sem zonas mortas ou monótonas. Inaba diz que podemos esperar um jogo em que a cada nova fase iremos ficar cada vez mais surpreendidos. De tudo que vi e joguei, nunca umas palavras foram tão acertadas.

Interessante é observar os efeitos de destruição das naves. Com o comboio em movimento, se dispararmos para uma nave e ela bater em qualquer coisa, começa a rodopiar até se destruir num efeito muito cinematográfico. Presentes estão também os bosses a cada final de nível. Uns maiores que outros, mas sempre presentes com um enorme poder de destruição e uma espantosa concepção artística, elevando para patamares altos cada combate.

O jogo já está muito sólido, as mecânicas estão quase todas afinadas, desde o boost, o bullet time, a troca de armas, os maravilhosos efeitos artísticos, combos de artes marciais. Tudo num efeito estrondoso que cria um quadro apoteótico à nossa frente. Ainda por limiar está o sistema de cobertura. Poderá ser por falta de hábito, mas ainda está muito preso, e não responde eficazmente quando queremos deixar a proteção. A câmara também precisa ainda de uma afinação, principalmente em grandes momentos de acão, com enormes inimigos, onde temos que ficar contra certas paredes, às vezes fica um pouco confusa.
'Vanquish' Screenshot 2
Ação aos montes.

No nível que pude jogar, Sam e outros soldados tentam penetrar por uma zona controlada pelos soldados e máquinas russas. Após embates com investidas russas, somos brindados por uma batalha com um boss final, um enorme mech. Aqui temos que ver onde estão os seus pontos fracos, que neste caso são as ligações dos braços e pernas. Após destruirmos cada ligação, um núcleo central fica exposto, sendo essa a oportunidade de podermos endereçar maior dano ao enorme mech. Toda esta ação desenrola-se de uma forma muito fluída, e acima de tudo sem qualquer slowdown do jogo.

Digo isto porque o nível de ação no ecrã é tremendo.Vanquish é já um dos grandes jogos para este ano. Inaba ainda prometeu que iremos poder conduzir veículos e naves, mas sempre dentro de um contexto da história. O jogo terá um desenrolar linear, não havendo margem de manobra. Existe uma história para ser contada, e como Inaba diz, esta é a melhor forma de a contar. Foi também levantada a questão do desejo de vermos Vanquish em modos multi-jogador, Inaba foi peremptório em dizer que isso não irá acontecer. Se o fizessem não iria estar no patamar que desejam colocar os seus produtos, por isso fica de fora. Ficou no ar uma dica sobre conteúdos adicionais para download.

Adaptação: xxdrummerxx

Bom pessoal, não sei quanto à vocês mas aguardo este jogo com grande ansiedade, talvez por ser um fã da Sega como já disse num post anterior referente ao mesmo game.

Pena não termos o multiplayer, ainda tem tudo para ser um grande jogo.

Um comentário:

  1. "A ação é muito frenética, sem tempo para descanso. Aliás, de acordo com Inaba, o jogo estará sempre em constante ação, sem zonas mortas ou monótonas. Inaba diz que podemos esperar um jogo em que a cada nova fase iremos ficar cada vez mais surpreendidos."

    ADOGOOO!!!


    Ansiedade a 100% tb para debulhar esse jogo!!

    Let's Kick some ass!!!

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